milkyway

quando escrevemos algo, quando falamos algo, quando vomitamos algo, quando enxergamos algo - algo vai para a Via Láctea - e volta em forma de luzes, sons e palavras que cada um interpreta da maneira que a noite lhe permitir. (Emir Ross)

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quando escrevemos algo, quando falamos algo, quando vomitamos algo, quando enxergamos algo - algo vai para a Via Láctea - e volta em forma de luzes, sons e palavras que cada um interpreta da maneira que a noite lhe permitir. (Emir Ross)
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Terra Blog

19.08.08

Levando ferro

Faz um mês que entrei pra academia. Prestem atenção, não falo em academia de letras. Faz um mês que entrei pra academia de fitness. É como andam chamando academia de ginástica hoje em dia.

Nunca senti-me tão mal nem visitei tantos médicos num período de trinta dias. Dizem que é pro meu bem. Duvido muito. No último mês, precisei de cardiologista, pois minha pressão subiu. Cortou um monte de coisas da minha dieta. Ando todo dia com dor de cabeça. Também precisei de um traumatologista. Eles mandam fazer umas coisas nessas academias que nos arrebentam. Estou mancando de uma perna: lesão na panturrilha. Provavelmente, também no ligamento do joelho. Minhas costas estão duras. O professor aconselhou-me a procurar um massagista. Até fiquei feliz. Fazia tempo que queria experimentar uma casa de massagem erótica que abriu perto de casa. A menina partiu direto para a parte erótica, ou seja, minhas costas continuam durangas. Contudo, ela estranhou meu desempenho. Então, dei-me conta. Fazia um mês que não trepava. Um mês sem sexo. Um mês com todos os músculos do meu corpo dedicados a puxar ferro. O professor disse que é normal. No começo, estranha-se. Mas é para meu bem. No futuro eu serei melhor. Em tudo. Tô achando é que, se existirá futuro, pois nunca estive tão mal, meu pau ficará menor. É o que dizem. Aumentam uns músculos, diminuem outros.

Essa história ainda acabará comigo. Minha vida social acabou. Estou sempre tão cansado que, à noite, tudo que quero é um banho quente e me esticar no sofá vendo televisão. Acabo dormindo lá mesmo.

Minha esperança é ser demitido. Do jeito que as coisas andam, não sei até quando me agüentarão no meu emprego. Quem sabe assim, os nove cheques que deixei lá no fitness para serem depositados no começo de cada mês virem cheques voadores e me barrem na porta de entrada.

Quem sabe, amigos, quem sabe.

  • criado por  Emir Ross criado por Emir Ross
  • Postado em 17:35:11

11.08.08

Catarina

"Catarina.

Fodo-te.

Em sonhos. Molhados. Sempre em silêncio. Sempre a quebrar barreiras. Do inconsciente. Te fodo tão profundamente que nem me chego a lembrar no dia seguinte. Em mim, a visão dos lençóis melecados. Gosmas de amor e de tesão incontidos por uma personalidade criada. E recriada. Com vários moldes.

Nossas fodas começaram quando começaram a surgir meus primeiros vestígios de homem. Sempre tão linda e sacana. Às vezes alta. Às vezes baixa. Às vezes peito. Às vezes, nem tanto. Às vezes boca. Às vezes rabo. Mas sempre tão boa e apetitosa que não me importo com tuas formas de aparição.

Catarina.

Abre-te.

Já cheguei até a....... "

 

Trecho de Catarina. Leia o conto no livro Inventário das Delicadezas. O exemplar custa 20,00 e pode ser encomendado pelo email emirross@hotmail.com

  • criado por  Emir Ross criado por Emir Ross
  • Postado em 15:36:47

08.08.08

Regra número um:

As gostosas são

de quem chegar primeiro.

  • criado por  Emir Ross criado por Emir Ross
  • Postado em 11:29:43

23.07.08

TransDogAmerica

A Lassie foi o

primeiro cachorro travesti da história

a ficar famoso.

  • criado por  Emir Ross criado por Emir Ross
  • Postado em 11:37:41

17.07.08

Lei do Grude


Ainda chegará o dia em que acabarão com os chicletes. Se existem tantas leis em nossa legislação: Lei do Tabaco, Lei Seca, Lei do Usuário, Lei do Cheque, Lei Fria, porque não criar logo a Lei do Grude.

Nela, grude apenas de língua. Nada de mascar chiclete poraí. Quem for pego mascando, multa de novecentos e cinqüenta e cinco reais e perda do direito de andar pela rua por uma semana.

Para quem cuspir a goma em vias públicas, então, retenção de seis meses sem direito à fiança.

O chiclete é um problema. É nojento. Gruda no sapato e vai agregando toda sujeira que encontra pelo caminho. E você leva para o trabalho, para a casa dos amigos. E o pior, para a sua casa. As namoradas olham torto. As empregadas recusam-se a limpar. Eu não tenho o menor jeito para tirar com a escova. Nas seis tentativas, destruí os calçados. Da próxima vez que acontecer, pedirei indenização a algum poder público.

Pago impostos. Tenho direito de pisar em calçadas seguras. Limpas. E sem babas mascadas.

Também tenho direito à salubridade visual. E é totalmente doentio observar bocarras abrindo e fechando-se com línguas enormes e babadas fazendo aquele barulho que os desdentados fazem durante as refeições. Um atentado ao pudor. Vou, a partir de hoje, pensar num contra-veneno para estes seres babentos. Talvez eu carregue comigo pequenos supositórios com tinta colorida. Quando os chicleteiros abrirem a boca, lá vai um a explodir entre seus dentes. Ficarão marcados como os criminosos da Bíblia: a falta de uma mão, de uma orelha, de um dedo, denunciava os crimes. Com os supositórios, o diâmetro da boca e o barulho da mascada merecerão as diferentes cores: dentes amarelos para quem apenas mascar sem barulho, dentes azuis para quem mascar com a boca escancarada e dentes vermelhos para quem, além de tudo, ficar jorrando saliva para cima dos outros. Ah, para aqueles que jogarem o chiclete no chão, miscelânea de tinta no cabelo.

Pelo menos até a Lei do Grude entrar em vigor.

  • criado por  Emir Ross criado por Emir Ross
  • Postado em 09:53:51