4 de março de 2008
Nunca mande sua mulher para um pscinalista
Sempre pensei que Jordán era o assassino de Alicia, com cumplicidade de sua família. Para mim, eram eles o parasita escondido, que a sugavam em “O travesseiro de penas”, conto de Horacio Quiroga.
Depois de ler Quiroga e Houellebecq, que comentarei a seguir, e alguns de meus textos, que eu e mais três pessoas já leram, reafirmo que o amor tende a ser a mais letal das armas.
O travesseiro, usado por Quiroga, é um símbolo de amor, de entrega. E provinha dele a desgraça de Alicia. Morrera por amar. Talvez por ser amada.
O Charles (Kiefer) desafiou-me certa vez a escrever um conto depois de uma leitura do “O travesseiro de penas”. Devia ter um outro ponto de vista.
Escrevi.
Sob outro ponto de vista, mas escancarrando o assassino.
Surgiu “Alicia”, conto que está publicado no livro Inventário das Delicadezas e que será meu próximo post.
Faz pouco, tive contato com “A extensão do domínio da luta”, romance do Michel Houellebecq, que cito esta frase:
“Uma mulher que cai nas mãos dos psicanalistas torna-se, definitivamente, imprópria a qualquer uso, conforme, muitas vezes, constatei.”
Escrevo isso para mim mesmo, e para os outros três leitores de Alicia.
Ah, se ela estivesse viva.
criado por Emir Ross
15:18 — Arquivado em: 

Comentário por dani langer — 5 de março de 2008 @ 12:13
sou uma das leitoras da Alicia.
quem são os outros dois?
kkkkkkkkkkkkk
Comentário por Cris — 5 de março de 2008 @ 20:29
Eu! gshgshgshsgshsgsg!!!
Aliás, a Leitora 1, Dani, perguntou ontem para Leitora 2, Cris, se tinha ainda a Alicia em arquivo word. A L2 tem. Aliás, quando a Leitora 3, Leila, viaja/volta?
Bsj
Comentário por Leo — 7 de março de 2008 @ 22:34
Fechou 3 comigo. Mas tem mais gente que leu e gostou.