milkyway

quando escrevemos algo, quando falamos algo, quando vomitamos algo, quando enxergamos algo - algo vai para a Via Láctea - e volta em forma de luzes, sons e palavras que cada um interpreta da maneira que a noite lhe permitir. (Emir Ross)

9 de maio de 2008

Super-heróis

Não tentem me convencer do contrário. O Pingüim e o Delfim Neto são a mesma pessoa. E, tanto no Brasil quanto em Gotham City há estoques intermináveis de Pingüins e Delfins Neto. É comum fazerem intercâmbios quando algum lote apresenta problemas.

O Pingüim é inimigo mortal do Homem Morcego, que frustra seus planos de ser feliz. O que é felicidade, neste caso, não importa. No Brasil, o Delfim Neto é inimigo mortal dos morcegos que, segundo ele, são os responsáveis pela seca no Nordeste. O que é a seca, neste caso, também não importa.

O Pingüim vive no subsolo.
O Delfim vive no subgoverno.
O Pingüim tem um guarda-chuva.
O Delfim tem uma caneta.
O Pingüim começou sua carreira como um assassino convicto. Ele matava para alimentar sua alma. Logo depois, passou a atuar de outra forma: apropriação indébita, fraudes, extorsão.
No começo da vida, Delfim Neto era contínuo de uma fábrica. Depois, bem, depois não preciso dizer para onde foi sua carreira.

Dentro da minha predileção por confusões e sentidos dúbios, espero que logo chegue a hora em que alguém dê um fogo no Delfim (ou no Pingüim) e cause um estrago em seu discernimento a ponto dele não lembrar o país em que está.
Seria interessante vê-lo com um guarda-chuva na mão, falando no ouvido do presidente do Brasil. Tudo em inglês – pois já que o presidente não entende nada mesmo, desta vez ele não entenderia num idioma global.
“Let´s get the world.”

Lá em Gotham City, o personagem chamaria seus súditos penosos e daria palestras de como se fazer uma política econômica e de como plantar cáctus no sertão. Eles não se interessariam muito, mas achariam interessante a forma em se manter tantos anos transitando no poder sem ter que tomar sol. Neste caso, o que é sol, não importa.
Enquanto esse dia não chega, fico aqui torcendo pro Batman derreter o Pingüim e pro Lênin puxar as pernas de Delfim Neto de noite. Mas como isso é apenas um ideal e ideais jamais acontecem, tento me proteger de todas as formas possíveis, pois sei que os estoques de Delfins e Pingüins são intermináveis.

criado por Emir Ross    17:01 — Arquivado em: Sem categoria

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