15 de setembro de 2008
Não estou triste pelo Richard Wright
Acabo de ficar sabendo que o Richard Wright morreu. Foi a segunda notícia lastimável na semana. A primeira foi ler o que o Gilmour dissera: “… o Pink Floyd não se reunirá de novo”. Apesar de sua afirmação, eu ainda tinha esperanças. Sabe o que é esperança? É aquela que morreu hoje. O Dave já sabia da doença do Rick, eu não. Por isso eu ainda nutria uma vontade indelével.
Não.
Não estou triste pelo Richard Wright. Ele já tinha seus sessenta e cinco anos. Suas dezenas de músicas inesquecíveis no currículo. Pra você que não entende muito de música, a abertura do Jornal Nacional é dele. Uma versão de Summer 68. E saber que uma música com esse título, uma música com essa história vai ser tema de abertura daquilo.
Então, não estou triste pelo Richard Wright. Além do citado acima, ele tinha seus milhões de libras. Ele tinha experimentado drogas que sequer ouvirei falar na minha ordinária existência. E, certamente, ele comeu mais mulheres gostosas do que eu vi na Playboy.
Eu estou triste, meus amigos, porque eu sou o mais egoísta espécime da nossa geração. Estou triste porque jamais verei Rick Wright pilotando seu teclado em Dark Side of the Moon. Estou triste porque não ouvirei sua voz mansa cantando
Would you like to say something before you leave.
Perhaps you’d care to state exactly how you feel.
Estou triste porque me acho no direito de ficar triste. Porque me acho no direito de querer saber o que de tão mal fez o Wright para despertar a fúria do gênio Roger Waters.
Estou triste porque há coisas que jamais acontecerão.
How do you feel, how do you feel, how do you feel?
Good-bye to you
Charlotte Pringles due
I’ve had enough for one day
criado por Emir Ross
15:30 — Arquivado em: 

Comentário por Lari — 16 de setembro de 2008 @ 0:23
Inerente!