milkyway

quando escrevemos algo, quando falamos algo, quando vomitamos algo, quando enxergamos algo - algo vai para a Via Láctea - e volta em forma de luzes, sons e palavras que cada um interpreta da maneira que a noite lhe permitir. (Emir Ross)

25 de novembro de 2008

Eu e Borges, Borges e Eu

Há algum tempo eu afirmei que não gostava de Borges. Mas isso foi há algum tempo. Eu não gostava de Borges porque eu lia Borges.
Mas isso foi há algum tempo.

Fiquei agora sabendo que Borges ouvia Pink Floyd. Ele gostava do Pink Floyd. Assistia e reassistia o filme The Wall.

Logo, eu amo Borges. Para mim, é como se nos conhecêssemos há séculos.
Amo tanto Borges que nunca mais lerei uma linha do que escreveu. Porque não quero estragar nossa relação.

Borges é um labirinto, um gênio que poucos conseguem encontrar. Eu, lógico, não o encontrei. Mas isso não importa. Borges ouvia Pink Floyd e eu o amo.
A partir de hoje, maldirei a todos que não gostam do escritor argentino. Principalmente os que o lêem. Porque duvido que alguém o ame depois de lê-lo. E maldirei ainda mais quem gosta de Borges e não sabe a formação original do Pink Floyd. Não faz diferença se desconhece os personagens de JLB.

Bom, a partir de hoje, vocês não precisam mais ler Borges para gostar dele. Mas, por favor, não o façam sem assistir The Wall; ou ouvir Dark Side of the Moon na íntegra. De preferência acompanhando Alice no País das Maravilhas e fumando um incenso. Façam isso. E entenderão a essência de Funes. E o que há de escondido numa quinta da Rua Gaona.

criado por Emir Ross    9:04 — Arquivado em: Sem categoria

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